Pode perguntar!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Indo - primeira etapa

E finalmente depois de tanta espera e ansiedade começamos nosso processo de mudança para nossa nova vida. Como disse antes, temos que passar umas semanas em Houston para Felipe conhecer os novos clientes que também estarão na Arábia Saudita e também porque não temos mais casa no Brasil, e aqui temos o apartamento da empresa, que é bem bacana, que podemos ficar enquanto não vamos definitivamente para o Bahrain.

Estamos aqui já há duas semanas e tem sido muito legal. Nessa sexta volto pro Brasil para ser madrinha de dois amigos muito queridos, e também fazer fotografar alguns casais e famílias. No dia 29 eu volto pra cá até Felipe ir pro Bahrain e depois não sei mais. hehe! To jogada na vida, no mundo e to AMANDO!

Na última noite que estivemos no Brasil, jantamos juntos com nossos amigos e familiares e foi uma delícia (tenho poucas fotos) e no dia seguinte alguns outros amigos nos levaram no aeroporto também! Muito amor por todos vocês, lindos da nossa vida!



Sogro dando dicas de como fazer a pessoa que está no seu lado do avião trocar de lugar com você. hahaha!





Altas ideias! Mas graças a Deus e a um americano super fofo sentado do lado do Felipe, deu tudo certo e fomos juntinhos. <3 p="">








Já já mais sobre nossa chegada aqui. :)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

tamo indo...aos poucos.



Enfim conseguimos comprar nossas passagens! Como eu disse aqui, ficaremos um mês mais ou menos em Houston para Felipe passar por uma espécie de treinamento. Depois disso, Felipe vai para a Arábia Saudita já resolver as coisas da empresa e da nossa casa. Achamos melhor ele ir na frente nesse primeiro momento, por vários motivos. Então, em breve voltarei dos EUA para terras brasileiras e ficarei esperando Felipe arrumar a nossa vida por lá. Haja Skype!

Vamos pra Houston na próxima quarta-feira (dia 2) e estou achando muito engraçado que ao contar isso para as pessoas, elas me falem: "mas já? Sendo que a primeira data combinada era dia 26 de abril! To mais para um: "até que enfim, hein?" Hahaha. Tudo é o ponto de vista, né?  Mas eu fico muuuuito feliz em saber que as pessoas nos amam e vão sentir nossa falta, mas como eu vou voltar em breve, acho ainda não peguei a vibe de despedida, ou deve ser porquê já estou me despedindo desde março. Hahaha.

Essa semana estamos morando na casa dos meus pais. Já fomos levar nossas gatas queridas para seu novo lar, tiramos tudo o que sobrou no apto e estamos na fase reforma e pintura para entrega! E ao mesmo tempo, tentando aproveitar ao máximo o tempo com os nossos queridos! Ufa! Correria total mas com o coração muito contente e grato por toda essa experiência de vida! Estou aprendendo tanto, tanto, tanto!

Obrigada a todos os amigos e familiares que nos acompanham de perto, torcem e sentem nossa falta. Amamos vocês.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Esta tudo bem

Foto: Lucas Magno

Estamos por aqui ainda e esta tudo bem. Aprendo diariamente com esse tempo de espera. Esse momento em que você não tem mais controle de nada, que só o que você pode fazer é esperar. E na verdade, eu descobri que esse é o momento que você tem que ter mais controle. O de si mesma.

Quando Felipe me disse que teria que voltar a embarcar, e dessa vez sem previsão de data para voltar, eu já comecei um exercício interno de relaxamento. Comecei a falar para mim mesma que tudo tem um propósito e ver o lado bom nesse tempo de espera. E posso dizer, com sinceridade de coração, que tenho curtido. É tudo de dentro pra fora mesmo.

É claro, que não tem sido super tranquilo viver sem meu marido, sem data pra ir nem pra voltar, sem poder planejar muita coisa, sem armário ou estante, sem quadrinhos fofos pelas paredes, mas tenho focado nas coisas boas. No tempo bom com os amigos, aproveitar mais minhas gatinhas enquanto elas são nossas ainda, visitar amigas distantes, receber meu irmão como hóspede, manhãs no Espaço Casa Aberta, frequentar minha igreja, comer feijão da mamãe. Pronto! Já nem olho mais para as roupas espalhadas pelo quarto! Hahaha.

Devo esse controle, e a essa paz que agora habita no meu coração à Deus. Ele que todas as manhãs me invade de uma paz sem tamanha, de um amor sem igual e de uma graça incompreensível.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

leve



Quando soubemos que íamos mudar de país, uma das primeiras coisas que me veio a cabeça foi: "Tenho que fazer um bazar e vender tudo!"

E assim que Felipe me deu o OK, fui toda feliz anunciar para o mundo (para o meu facebook), que em breve faria uma bazar para vender todas as nossas coisas. (No final das contas, eu descobri que nem precisaria fazer uma bazar pra galera toda, já que minha família e amigos próximos compraram 90% de tudo o que temos (tínhamos)).

Nesse tempo de bazar, muitas pessoas me perguntaram meio que espantadas: mas você vai vender tudo? E eu ficava pensando, que não, não iria vender tudo, muitas coisas eu daria, doaria e dei, doei. Mas sim, iria me desfazer do máximo de coisas possíveis. Fiz isso meio que sem pensar, pra mim era bem lógico. Mas depois de algumas sugestões eu comecei a me dar conta que o meu instinto estava certo.

Me sugeriram:
Guardar em um depósito - Gente, tenho horror de imaginar minhas coisas não sendo usadas lá, paradinhas acumulando poeira. E até quando? Vou voltar? Não sei! Bora por pra jogo!

Mandar tudo num container - Oi? Como eu vou saber se minha máquina de lavar Brastemp vai funcionar lá no Bahrain? E se for funcionar, quanto tempo vai levar pra chegar? Quanto é um container? A empresa vai pagar? Aff... no, thanks!

Vender - Sim! Tudo nessa vida tem seus prós e contras, mas para mim essa era a solução que mais cabia no meu estilo de vida e no meu orçamento. A maioria das coisas que tínhamos, ganhamos de casamento, então tava tudo novinho! E eu queria muito que quem comprasse, fossem pessoas legais, conhecidas que curtem essa vibe de re-aproveitamento, amor e cuidado. E assim foi! Vendemos tudo pra pessoas queridas e a energia boa que tava aqui já tá chegando em outras casas. Olha que delícia! E não precisamos fazer nada. As pessoas vinham, pagavam e pegavam! 

Enfim! Isso foi e tem sido uma lição muito legal pra mim e pro Felipe. Nós moramos em um apartamento que eu considero grandinho para duas pessoas. Acumulamos muito mais coisas do que realmente precisamos. Comecei a me desfazer de tudo e pronto! Não sinto falta de mais nada. Dei tanta roupa que descobri que a cômoda que tinha lá no quarto era bem desnecessária. Quanto mais espaço, mais móveis, quanto mais móveis, mais coisas para colocarmos neles. E coisas essas que não precisamos em sua grande maioria.

Colocamos uma meta de levarmos três malas apenas: uma com as minhas roupas e sapatos, uma com roupas e sapatos do Felipe, e uma com coisas pequenas e de valor afetivo que queremos ter com a gente por onde formos e pronto!

Isso pode ser uma loucura pra muita gente, mas para mim tem dado uma sensação de liberdade enorme. Posso ir leve pra onde quer que eu vá. Como eu fico feliz com a ideia de ter pouca coisa! Como é melhor caminhar sem ter que carregar peso, sem deixar nada pra trás! O que vem é tão melhor! E vou de braços abertos, e para isso preciso de menos bagagem possível.

Musiquinha para ser leve:





quinta-feira, 24 de abril de 2014

"no worries"



Em tempos de mudança só fica em nosso coração ansiedade. Pelo menos assim é comigo. É tanto "Não sei"para as minhas perguntas que fico com gastrite e insônia (é sério).

Quando você vai? Não sei. Como será sua casa? Não sei. Você vai ter trabalho la? Não sei. Como você vai viver sem sua família e seus amigos? Não sei. Lá tem algum tipo de igreja pra você frequentar? Não sei.

Cada "não sei" é como se um alerta, uma bandeira vermelha no meu mundo de preocupações se ativasse e eu tivesse que resolver aquela pergunta o quanto antes. Eu sei, as pessoas precisam perguntar as coisas, não fico chateada com as pessoas nem com as perguntas, mas pra mim é muito ruim não saber respondê-las. Pelo menos, tem sido.

Outro dia estava compartilhando essas angústias com a Anamel (da série: abusando das amigas psicólogas), que tinha acabado de voltar da Austrália, e ela me disse que uma das coisas que mais chamaram atenção dela foi o modo de vida deles lá. Super tranquilos. Essa era a vibe que pairava. Ela esbarrava em alguém, pedia perdão e só ouvia: "no worries". No worries daqui, no worries de lá e ela já tava se preocupando menos mesmo.

Vou pegar esse aussie way of life pra mim e agora e será como um mantra. A pessoa vem me perguntar, eu falo "não sei" pra ela e logo um "no worries" pra mim e pronto. E assim vou levando até eu ter todas as respostas, ou seja, hakuna matata para mim!



Obs: Houveram algumas mudanças de data devido a um projeto que Felipe teve que estar presente. Não sabemos ainda quando ele estará liberado. Por isso esse texto-desabafo.





quarta-feira, 26 de março de 2014

Vamos de novo?



Eu comecei esse blog há alguns anos atrás, quando fiz minha primeira viagem internacional que também acabou sendo minha primeira viagem missionária. Deixei ele aqui, guardadinho, na esperança que sempre tive em voltar aqui e descrever uma nova aventura pelo mundo.

Pois bem, chegou a hora de colocar tudo dentro da mala novamente! Tenho pra mim que dessa vez será muito melhor do que da outra. Primeiro por que dessa vez eu vou acompanhada, e não é qualquer companhia, é a melhor de todas, meu companheiro de vida! E segundo por que a próxima aventura é sempre a melhor. :)

Vamos para um canto do mundo que nunca pensei em conhecer, pelo menos não tão cedo. Vamos para um país do tamanho do Estado em que vivo. Vamos para um lugar em que não conhecemos ninguém.
E tudo isso me faz querer ir o quanto antes!

Bora?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

There's no place like home.


Voltei.
E estou ainda me sentindo longe.
Estranho. Mas familiar. Entende?

Muita gente (praticamente todas as pessoas) me perguntam qual será meu próximo passo. Se vou ficar por aqui ou se vou voltar pra Africa.
Infelizmente, ou felizmente, ainda não sei.
Acredito no tempo de Deus, e que tanto o tempo como o seus planos são os melhores pra minha vida.
Busco NEle o tempo certo e o caminho para os próximos passos.
Orem vocês também por mim.

Por enquanto, fico por aqui, concordando com a Dorothy: "There's no place like home."