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sábado, 24 de janeiro de 2009

A Grande Idéia

Era uma vez 5 borboletas que apesar de terem o mesmo Pai, elas não se conheciam muito bem. Cada uma das borboletas tinha algo diferente pra fazer, tinham cores bem diferentes uma das outras e tinham uma forma diferente de conversar com o Pai. Mas elas tinham algo em comum: todas estavam buscando de alguma forma de ajudar melhor o Pai no trabalho do campo.
Certo dia, o Pai, olhando para essas 5 belas borboletinhas, e pensando no que poderiam fazer, viu que essas diferenças de cores e talentos seriam melhores se fossem reunidas e então pensou..pensou...pensou.
Nessa mesma época, num lugar bem distante da onde as borboletas moravam, havia uma família de 5 formiguinhas. As formiguinhas, como é peculiar das formigas, eram muito trabalhadoras. As 5 formiguinhas vinham trabalhando há muito tempo no campo. Tinham muitos sonhos e desejos que também compartilhavam com o Pai.
Um desses sonhos era o de construir um grande formigueiro. Mas vejam bem, não era um formigueiro qualquer, na verdade as formiguinhas não tinham nem noção do tamanho desse formigueiro, só o Pai sabia, mas elas sabiam que precisava ser um formigueiro bem diferente. Pois nesse formigueiro, não entrariam só formigas. Entrariam todas as espécies de animais. Por isso eles precisavam de uma ajuda, uma ajuda que olhasse de outro ângulo para o terreno, não só pela terra, como elas já faziam, mas por cima também, pelos lados, por trás, pois como vocês já sabem, se tratavam de um super projeto.
O Pai, muuuuuuito esperto, vendo o pedido das 5 borboletas e a necessidade das 5 formiguinhas, teve a Grande Idéia.
Bom, queria ressaltar aqui que todas as idéias do Pai são grandes, por que afinal, elas eram só borboletinhas e formiguinhas. Elas não conseguem ver muito além de seu campo de visão e muitas vezes nem conseguem acreditar que são capazes de fazer coisas muito grandes por isso.
Mas voltando à Grande Idéia. Esta consistia em matar dois coelhos (claro que não literalmente): realizar a vontade das borboletas em ajudar mais o Pai no campo e o das formigas em construir o grande formigueiro. Então resolveu mandar por um tempo, as borboletinhas ao encontro das formiguinhas, e com o passar do tempo, o Pai e as próprias borboletas perceberam que não eram apenas dois coelhos afinal.
Ao mandar as borboletas juntas, elas começaram a se conhecer melhor e a compartilhar seus diferentes dons e suas diferentes cores. Falavam sobre como o Pai cuidava delas de uma forma particular e de como Ele as transformaram de lagartas à lindas borboletas. Mas não foi só isso, ao chegaram à casa das formiguinhas, elas aprenderam muitas coisas também. Cada formiga dessa família ensinou algo de muito importante pra cada borboleta. A formiga pai era muito cuidadoso e amoroso com elas. Lhes deu presentes de diversos tipos e abraços de diversos sentimentos. A formiga mãe era muito prendada, fazia deliciosas refeições e proporcionava diversas conversas pra que as borboletas tivessem força e vigor para o trabalho com o grande projeto. As formiguinhas filhas eram bem diferentes umas das outras, mas eram todas muito divertidas. As borboletas aprenderam muito sobre amizade e sobre conviver com diferentes tipos de animais com elas. Elas faziam tantas coisas legais com as borboletas que elas nem sentiam muita falta da sua casa e tampouco vontade de voltar.
O tempo de estarem com as formiguinhas foi passando e chegou o dia em que as borboletas tiveram que ir embora. Nesse dia elas perceberam que na verdade não tinham ajudado muito na construção do grande formigueiro efetivamente. Ainda havia muita coisa a fazer para que o super projeto ficasse pronto, mas as borboletas não desanimaram e nem ficaram tristes, pelo ao contrário, elas entenderam que participar desse projeto era um privilégio, que só podiam mesmo ajudar um pouquinho e que outros animais também precisavam participar!
No vôo da volta, a saudade e a gratidão pela família das formiguinhas ardia muito forte nos coraçõezinhos das borboletas, mas o que as consolavam era olhar umas pras outras e verem que elas voltavam bem mais coloridas. Suas cores estavam misturadas e que a vontade de ajudar o Pai só aumentou.

Borboleta Mari Magno





5 comentários:

Lenira Alice disse...

Filha,
Pra variar, vc me fez chorar com essas lindas palavras.
Bom ver em vc se confirmando os sonhos do Pai. Melhor ainda saber que todos os seus voos são dirigidos e planejados por ELE.
Estamos felizes por tudo que ELE e as "formiguinhas" ensinaram pra vcs, mas também muito feliz por recebê-la de volta. Voe rápido linda borboleta. A saudade é grande. Já estou preparando o caldinho de feijão.
Beijos

betania disse...

Ítala
Filhas, amadas do Senhor, amanheci com este nectar de poesia.
Estou muito feliz com a volta de vc, mas mais feliz ainda em saber o quanto o Senhor as ensinou com as formiguinhas. O trabalho de Deus é assim mesmo da forma que Mari descreveu.
Lindo, lindo, Mari, Deus tem coberto vc com dons poéticos.
Maravilhoso é poder falar de Deus com docura.
Aguardamos vc, com saudades!
E, orgulhosas das borboletas que também irão colorir a nossa família.
Bjs, mamãe feliz!

Carol disse...

Ai, Mari, tô morrendo de chorar também!!!
muito linda a sua história!
vou chorar tanto com suas outras histórias!

Ateliê Kaza Urbana disse...

Mariii, lindasss essas palavras!Que o Senhor cumpra os seus sonhos e a sua voltade na sua vida!
Saudadees
Beijooo

Lys disse...

Não há como ler e não ficar emocionada... Tenho te acompanhado aqui e tenho visto o cuidado do Pai para com a sua vida. Que Ele te sustente a cada dia, borboletinha!
Como é lindo ver você versar sobre o Criador!

Que o Pai te ajude ao longo dessa longa jornada...

Bjs